quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

RECEITA DE UMA TRAGÉDIA RECORRENTE

Junte fartas porções de descaso do poder público, uma boa dose de ignorância em relação ao lixo, grandes quantidades de falta de planejamento dos governantes e, para completar, água. Muita água! Pronto! É a receita de uma tragédia recorrente.

Ficamos atônitos assistindo mais um janeiro repleto de lama e luto. Tentamos entender porque tudo isso continua acontecendo. Aí vem, de novo, o sentimento de impotência e inutilidade. Muitas são as respostas a tantos questionamentos, mas, poucas as perspectivas.

Desta vez, nem os ricos foram poupados. Nem algumas autoridades, como se as forças naturais quisessem se vingar de tanta incompetência e inércia. Remediar o problema após a morte de centenas de pessoas é um desrespeito ao ser humano.

Ok, o clima no planeta está maluco. Porém, jogar a culpa somente nele é de uma irresponsabilidade monstruosa. E não adianta só esperar a boa vontade de quem quer que seja para amenizar as consequências das próximas chuvas.

É como sempre digo: somente a mobilização das pessoas, cobrando (pra valer) atitude do poder público vai tirá-los do conforto de seus gabinetes. Somente quando o povo começar a ter a noção de que o espaço público é de todos, e que os problemas são de todos, é que as coisas terão um rumo diferente.

Já passou da hora de deixarmos de olhar para o nosso próprio umbigo, senhoras e senhores. Ou, se preferirem, chorar mais mortes no próximo janeiro.

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