terça-feira, 10 de março de 2009

Fenômeno


Todos sabem que meu coração é verde e branco. Sou também apaixonado por futebol há mais de 30 anos. Por isso, não posso ficar imune ao significado da volta de Ronaldo aos gramados. Mesmo depois daquele gol aos 47 do segundo tempo, quando já comemorava a vitória iminente (e as quatro cervejas que havia apostado). Hoje, de cabeça fria, posso analisar com mais clareza o que significa o retorno do Fenômeno.

Não dá pra negar: Ronaldo é um mito, uma lenda viva. Após 16 anos de carreira, sua qualidade já foi questionada inúmeras vezes. Outras tantas foi considerado morto para o futebol. Mas Ronaldo, maior artilheiro da história das copas, ídolo de Real Madrid e Barcelona, Inter e Milan, quatro copas do mundo (jogou três e ganhou duas), é feito de aço inoxidável, não enverga e não enferruja nunca.

Suas besteiras na vida pessoal, suas noitadas, nunca ofuscaram seu brilho nos gramados. As contusões gravíssimas nos joelhos não conseguiram pará-lo. Nem a mal explicada pane que teve na final da Copa da França conseguiu derrubá-lo. Os duros zagueiros holandeses, espanhóis, italianos, argentinos, uruguaios, nunca lhe botaram medo.

Ronaldo é fruto da nossa inesgotável fábrica de craques. É forjado pela essência do que temos de melhor no futebol. Ronaldo não é Cruzeiro, nem Corinthians, nem Flamengo. Ronaldo é Brasil, patrimônio do futebol mundial.

Por isso, aquele gol no final do clássico, que me deixou tão triste, agora me traz um sentimento contraditório. Apesar de ter sido contra o meu glorioso Palmeiras, acho que Ronaldo merecia aquele momento, por tudo o que passou em sua carreira. Por muito menos, já vi jogadores abandonaram o futebol.

Agora, dizer que Ronaldo foi o melhor jogador brasileiro depois de Pelé, me parece um exagero. Afinal, tivemos Garrincha, Zico, Romário, Rivelino, Ademir da Guia, entre tantos outros (desculpem as ausências, são muitos nomes!). Mas, sem dúvida, o Fenômeno já figura na academia dos imortais da bola.

2 comentários:

Montanha disse...

Bom texto, aliás, ser fenômeno hoje em dia não é um titulo à toa. Mesmo fora dos padrões, aos poucos, Ronaldo vai se enquadrar.

Montanha

Anônimo disse...

Não gosto de futebol, mas o Ronaldinho é bom! Bom mesmo. Não dá para falar mal de seu trabalho. Ele sempre surpreende.

Ótimo texto, João!

Parabéns!

Beijo

Marina