Fernando, meu irmão mais velho me perguntou outro dia, em uma de suas raras visitas, durante uma partida do Corinthians na TV.
─ João, até hoje não sei como você se tornou palmeirense...
Na hora não raciocinei muito sobre o assunto e respondi com uma boa dose de deboche.
─ Porque é o melhor time, lógico!
E continuamos a conversar sobre a vida enquanto assistíamos ao jogo. Tanto ele como o Osvaldo, o segundo, são corintianos e o Valter é santista. Minha mãe diz que meu pai era também um simpatizante do Santos Futebol Clube. A lógica seria que eu, o mais novo, seguisse um deles. Normalmente, a paixão clubística é hereditária, passa de avô pra pai, de pai pra filho, de irmão para irmão e por aí vai. Fiquei imune a este clichê e me livrei desta sina. Tornei-me um apaixonado torcedor alviverde desde que comecei a gostar de futebol.
Não sei se foi a linda camisa verde (ainda sem patrocínios), o belo distintivo com suas oito estrelas (prenúncio do número de títulos brasileiros que possui hoje) ou fato de ser o melhor time do período pós Copa de 1970. Ou porque nenhum dos meus manos é torcedor fanático, nunca me levaram pra ver um jogo no estádio. Acredito que foi uma mistura disso tudo e, principalmente, um caso de amor incondicional a primeira vista.
Tentei responder a mim mesmo a pergunta do início e fiz um esforço enorme para me lembrar do exato momento em que me tornei palmeirense. Não passavam muitos jogos na televisão naquele tempo e o noticiário sobre futebol era escasso. Porém, já existia a revista Placar e seus pôsteres estampados nas bancas de jornal. Através deles, decorei toda a escalação daquela equipe. Eles eram meus heróis: Leão, Luis Pereira, Ademir da Guia e Leivinha eram mais incríveis do que o Capitão América, Homem Aranha, Batman ou o Superman. Tenho a impressão de que foi ali que tudo começou, entre os meus seis ou sete anos. Todo torcedor (de qualquer clube) gaba-se de que é o mais apaixonado. A verdade é que não existe torcedor infiel. Uma vez escolhido o time do coração, a fidelidade a ele é eterna e irrestrita até o último fio de cabelo.
Comigo não foi diferente. Fiz minha escolha, sem a influência de ninguém e me apaixonei pelo Verdão. No começo foi fácil: campeão brasileiro duas vezes seguida, três vezes vencedor do Paulistão, entre outros torneios internacionais e a bagagem que eu recebi de um time vencedor. Era a Academia! O duro foi quando vieram os anos de chumbo. Só mesmo com muito amor pra aguentar dezessete anos sem títulos. Passei toda a minha adolescência indo à inúmeros jogos, no Palestra, no Morumbi, no Pacaembu e onde mais o time jogasse. E o jejum continuava. Paradoxalmente, a paixão só crescia. Até que veio a Era Parmalat e a explosão do gozo, em 1993, na goleada sobre o arqui-rival. Estávamos novamente em nosso lugar de direito.
Agora está respondida a sua pergunta meu irmão?
─ João, até hoje não sei como você se tornou palmeirense...
Na hora não raciocinei muito sobre o assunto e respondi com uma boa dose de deboche.
─ Porque é o melhor time, lógico!
E continuamos a conversar sobre a vida enquanto assistíamos ao jogo. Tanto ele como o Osvaldo, o segundo, são corintianos e o Valter é santista. Minha mãe diz que meu pai era também um simpatizante do Santos Futebol Clube. A lógica seria que eu, o mais novo, seguisse um deles. Normalmente, a paixão clubística é hereditária, passa de avô pra pai, de pai pra filho, de irmão para irmão e por aí vai. Fiquei imune a este clichê e me livrei desta sina. Tornei-me um apaixonado torcedor alviverde desde que comecei a gostar de futebol.
Não sei se foi a linda camisa verde (ainda sem patrocínios), o belo distintivo com suas oito estrelas (prenúncio do número de títulos brasileiros que possui hoje) ou fato de ser o melhor time do período pós Copa de 1970. Ou porque nenhum dos meus manos é torcedor fanático, nunca me levaram pra ver um jogo no estádio. Acredito que foi uma mistura disso tudo e, principalmente, um caso de amor incondicional a primeira vista.
Tentei responder a mim mesmo a pergunta do início e fiz um esforço enorme para me lembrar do exato momento em que me tornei palmeirense. Não passavam muitos jogos na televisão naquele tempo e o noticiário sobre futebol era escasso. Porém, já existia a revista Placar e seus pôsteres estampados nas bancas de jornal. Através deles, decorei toda a escalação daquela equipe. Eles eram meus heróis: Leão, Luis Pereira, Ademir da Guia e Leivinha eram mais incríveis do que o Capitão América, Homem Aranha, Batman ou o Superman. Tenho a impressão de que foi ali que tudo começou, entre os meus seis ou sete anos. Todo torcedor (de qualquer clube) gaba-se de que é o mais apaixonado. A verdade é que não existe torcedor infiel. Uma vez escolhido o time do coração, a fidelidade a ele é eterna e irrestrita até o último fio de cabelo.
Comigo não foi diferente. Fiz minha escolha, sem a influência de ninguém e me apaixonei pelo Verdão. No começo foi fácil: campeão brasileiro duas vezes seguida, três vezes vencedor do Paulistão, entre outros torneios internacionais e a bagagem que eu recebi de um time vencedor. Era a Academia! O duro foi quando vieram os anos de chumbo. Só mesmo com muito amor pra aguentar dezessete anos sem títulos. Passei toda a minha adolescência indo à inúmeros jogos, no Palestra, no Morumbi, no Pacaembu e onde mais o time jogasse. E o jejum continuava. Paradoxalmente, a paixão só crescia. Até que veio a Era Parmalat e a explosão do gozo, em 1993, na goleada sobre o arqui-rival. Estávamos novamente em nosso lugar de direito.
Agora está respondida a sua pergunta meu irmão?

0 seu comentário:
Postar um comentário