quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Guerreiro da Igualdade e da Paz

Ele é um guerreiro negro segurando a bandeira branca da igualdade e da paz. Para os usurpadores, era um perturbador da ordem vigente, um guerrilheiro. Quando a humilhação de seu povo ficou insuportável, empunhou as armas e lutou bravamente. Tornou-se estrangeiro em seu próprio país. Perdeu a liberdade, mas não o orgulho. Sua voz, mesmo sufocada, não se calou. Tentaram comprar sua alma, porém ele nunca traiu seus irmãos. Tentaram baixar sua cabeça, quebrar suas pernas, mas o mundo conheceu sua história e clamou por justiça.
Então, os mesmos que o prenderam foram obrigados a soltá-lo. O guerreiro da igualdade e da paz, finalmente, estava livre. Mesmo após tanto tempo de cárcere, seu rosto tinha uma serenidade que transcendia nosso entendimento. Ele mostrou que era maior do que todos aqueles que o feriram. Para muitos, seria a hora da vingança, de tomar de volta tudo aquilo que lhe foi tirado. Não para ele. Em seus sonhos não havia espaço para mais um banho de sangue. Queria ver seu país em harmonia. E governou para todos, sem distinção de raça e cor. Não foi unânime, cometeu equívocos. Afinal, é humano como todos nós. Mas, não um humano qualquer. Talvez uma evolução da raça, calejado pelo sofrimento e enobrecido pelo perdão.
É o símbolo máximo da luta pela igualdade racial de nossos tempos. E o melhor de tudo: ele ainda está entre nós, vivo e atuante. Não precisamos reverenciar apenas os mártires desta causa. Aos 91 anos, completados em 18 de julho deste ano, a vida de Nelson Mandela tem de ser celebrada por todos aqueles que acreditam que o dia em que ninguém mais fará distinção de uma pessoa por sua raça e cor ainda chegará.
Viva Mandela!!

4 comentários:

Blog do Hermann disse...

Amigo João, parabéns pelo belo texto.

O mundo tem mania de saudar as grandes personalidades apenas após sua passagem na Terra e isso é meio estranho ou injusto. Mandela é um exemplo da resistência contra segregação que ainda continua enraizada nas relações entre brancos e negros em muitos lugares do mundo.

E como diz um outro ícone da luta contra o “apartheid”. “Até que a filosofia que torna uma raça superior e outra inferior, seja finalmente e permanentemente desacredita haverá guerra “ Bob Marley.

Saudações Ecolibertárias do Hermann

Mi disse...

João,

parabén pelas palavras dedicadas a um belo ser humano. Parabéns por escolher falar da paz, ao invés da guerra, e obrigado, por me lembrar que a justiça ainda conta com seus defensores.

Carina Barros disse...

Viva!

Não só a ele, mas a todos que acreditam no poder da revolução.

João, você sempre me surpreende. Gosto muito do seu estilo.

Você consegue tocar nossos corações e consciência, sem usar de preciosismos desnecessários.

Um grande beijo
Carina

Paula disse...

Após chorar assistindo a um documentário sobre a vida de Mandela, me emociono de novo ao ler seu texto. Sempre o uso preciso das palavras,né? Fiquei feliz por vc ter escrito sobre ele aqui e mais feliz por saber que existem pessoas ,como vc ,que sabem valorizar o conteúdo humano. Parabéns ! Beijões!